✑ deuses

Trocamos versos as vezes,
um joguete de palavras
disfarçadas
mescladas
com pensamentos meus
dela
de qualquer estranho da rua
é tudo confuso,
mas de alguma forma tudo faz sentido.
Ficamos lendo e relendo
linhas, estrofes, poemas inteiros.
E como compartilhamos muitas coisas,
algumas vezes sabemos do que se trata
todo esse pandemônio
Sentimos
dor,
angústia
e o vazio
Penso cada vez mais na solidão
E sei que ela pensa nisso também
Nós temos medo de ficarmos sós.
De perdermos a quem amamos.
E de que no fim sobre somente a ideia
de amor,
alegria
Toda essa gama de sentimentos inúteis (penso eu)
E penso em como estou feliz
em como alguém me faz feliz
No que venho sentindo
Ela é linda, gosto dela.
Mais do que isso, não vou dizer nada além
do que isso
Volto-me os poemas
e percebo que somos opostos
Não no sentido literal da palavra
É mais num sentido matemático da coisa
Quando trocamos
poemas
confidências
Quando compartilhamos
medo ou amores,
nós anulamos tudo que há em volta
E não é mais nem menos
Somente duas pessoas que acham conforto
uma na outra
Então concluí que há amor
Não o de quere-se pra si
É mais parecido com aquilo que os cristãos
chamam de ágape
Somos irmãos de outra mãe
Irmãos de versos
Somos deuses!
Entorpecendo os sentidos de toda essa gente
Enchemos corações vazios com esperança
ou então acabamos com tudo que há
Mas...
Ela é mais do que eu.

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