✑ Pela madrugada

Horas atrás, indo contra os meus instintos, acordei-me as 04:30 da manha de um sábado. E que fique ciente, eu não levanto cedo nesse dia da semana.
Voltando, eu estava bem! Nada havia me deixado preocupado. Aliás, fazia tempo que não ficava tão bem.
O sono já estava perdido, então levantei e abri a janela. Eu queria sentir o ar frio da madrugada. Notei que havia sons a distância. Um misto de música e cachorros latindo para alguma coisa.
Não sei explicar, mas de alguma forma aquilo me fez sentir algo bom.
Foi aí que ela me acertou! Como uma apunhalada no peito. Qual o significado daquilo que vejo é sinto?
Pensei, e... Cheguei a conclusão que poderia ser o som que eu quisesse. E assim elas seriam.
Resolvi sair de casa. Andar sem rumo. E por onde passava comecei a renomear as coisas. Meus passos no asfalto seria amor, o vento balançado as árvores seriam estrelas e as poucas pessoas com quem topei, seriam os ratos. Fui fazendo isso de rua em rua da cidade. Até passei pela sua casa!
Depois de alguma horas deturpando o nome e o sentido daquilo que via, cheguei à conclusão de que poderia mudar tudo! Daria um signo novo a tudo que conheço.
E quando o sol mostrou-sr tímido no horizonte, parei e fiquei pensando. E disse a mim mesmo:
- Não mudaria uma coisa somente. O meu amor por ela.
Foi aí que fechei  os olhos, e sorrindo disse:
- Vou ama-la bem de vagar.
Então, voltei para casa, e as coisas voltaram a ser como eram antes. Menos uma!

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