✑ Solidão feroz

Essa solidão que consome tudo,
já nem sei mais, a tomei como parte de mim
Aceitei-a como parte indivisível do meu ser
Tenho amigos, e saio todos os dias
No entanto, sinto como se a cada dia
ela tomasse um espaço cada vez maior
Sinto-me sozinho duplicado,
A felicidade é óbvia, todavia passageira
E cada parte do meu corpo chora
De vontade de mata-la de uma vez por todas
Fazer um motim dentro de mim
é o que preciso. Rebelar-me contra mim mesmo
Assumir o poder e decretar felicidade sem fim
Afinal, tenho motivos de sobra pra isso
E mesmo se não houvesse
transferiria-a de ser em ser para que de fato fosse plena.
Seria egoísmo meu pensar assim?

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