✑ A espreita

Sinto-me como um predador
Esperando o momento propício
de atirar-me sobre ti
E devorar-te
Observo-te a uma distância segura
para que não perceba minha intenção
feroz
Sorrateiro, venho calmo contra o vento
para que não sinta minha presença
Espero mais uns minutos
Num bote frio e preciso,
te envolvo em meus braços
Não tens como fugir, não agora
Tiro seu sopro de resistência
Atrevo-me a dizer que foi a melhor emboscada
Dilacero teu corpo
Olho em volta para checar os oportunistas
Arranco parte após parte de ti
Para que não sobre nada.
Apreciando os espólios da vitória
Não te repartirei com ninguém
És minha.
Somente minha.

Compartilhe esse poema nas redes sociais!

Leia Também:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Topo