✑ A felicidade está à porta

Tudo que fazermos
tem uma consequencia
para a postridade,
para o infinito

✑ Conversa sobre Buk

Tenho pensado
em tudo que me disse
sobre ir até o fim
senão, nem comece

Realmente.
Quando se ama,
não há outro sentimento
Faça, faça e faça!

Bukowski tem razão,
e tu também
Então resolvi
Mergulhar de cabeça

Não irei perder
mais tempo
pensando naquilo
que podria te falar

Eu te amo
e tenho pressa
de tudo!
referente a ti

Mesmo que o preço
seja alto,
Eu te mereço
agora sei mais que tudo

E tu vale a pena
E o velho safado
embora amargo
sabe mais do amor,
do que você e eu

✑ Subatômico

Queria ser desintegrado
a nível subatômico
Para que possa me perder
nesse universo invisível

✑ Despedida

É nessa chuva
que te acompanho.
Até o local da partida
E não disse nada
Pois guardo as palavras
para que no momento apropriado

✑ A espreita

Sinto-me como um predador
Esperando o momento propício
de atirar-me sobre ti
E devorar-te

✑ Solidão feroz

Essa solidão que consome tudo,
já nem sei mais, a tomei como parte de mim
Aceitei-a como parte indivisível do meu ser
Tenho amigos, e saio todos os dias
No entanto, sinto como se a cada dia
ela tomasse um espaço cada vez maior
Sinto-me sozinho duplicado,
A felicidade é óbvia, todavia passageira
E cada parte do meu corpo chora
De vontade de mata-la de uma vez por todas
Fazer um motim dentro de mim
é o que preciso. Rebelar-me contra mim mesmo
Assumir o poder e decretar felicidade sem fim
Afinal, tenho motivos de sobra pra isso
E mesmo se não houvesse
transferiria-a de ser em ser para que de fato fosse plena.
Seria egoísmo meu pensar assim?

✑ Um monstro oculto

Talvez toda essa empatia aparente
seja uma faixada usada para fins mesquinhos
Quem sabe, pouco me importe
com que acontece em volta
E só tenha olhos para aquilo que desejo no íntimo

✑ Separação

Gritei!
Gritaste!
E as palavras chocaram-se no ar,
espalhando letras por todos os lados.
Até na cozinha foi parar um i.
Talvez o i de nossa intolerância.

O v das pequenas vinganças
foi parar no quarto
junto  ao p da perfídia
e ao o do orgulho.

✑ Distante

Parei no meio da rua
senti algumas gotas de chuva
tocarem essa carcaça pútrida e fétida
Implorando que levasse embora
toda a diabrura, todo rancor e toda a solidão
que agora me afligem

Enquanto essa água escorre,
posso ouvir os passos daqueles que fogem
procurando abrigo em alguma fresta
dessa cidade sórdida

Vejo também crianças.
Elas saltam de poça em poça
Torcendo que a chuva não pare agora
Ao menos para elas
me parece ser um desejo válido

Eu?
Só fico parado,
sentindo um frio subir pela espinha
Mas não é algo ruim
É uma sensação boa que tras o animo de volta,
que renova as forças

Então volto pra casa.

✑ Observar e escrever

Céu claro
Vento frio
Vozes a distância
O pensamento que se perde,
esse não volta mais

✑ Último suspiro

Vou banir de mim
tudo que seja teu
Seu cheiro
O som da tua voz
O gosto dos teus beijos
O tocar no teu corpo
Meu desejo por ti
Pois já não suporto
o fardo de te amar
em vão

✑ Ao infinito

De certo, é bom estar amando
É interessante ver como aquela pessoa
antes comum e banal
se transformar no seu deus

✑ Versos podres

Na falta da inspiração
escrevo sobre qualquer coisa
Daquilo que vejo, sinto e experimento

✑ Esperança

Escrevo-te na esperança
de que estas linhas
se transformem em tiros de fuzil,
e abram um rombo no teu coração
Que tais palavras
Agora confusas, tenham sentido
aos teus olhos
Para que possa perceber
o quão elas falam de ti
Escrevo-te,
pois na falta de coragem
encontro uma forma de retirar
esse sentimento
que dilacera meu coração,
para que possa seguir com a vida
Para que um dia encontre a força
de que preciso
para me achegar diante de ti,
te olhar nos olhos
e dizer que te amo
Enfim

✑ Verdade sobre a matemática

No fim das contas, a matemática é a mais humana das ciências.

✑ Pensar & Viver

Vou parar de pensar pra viver.

✑ Sobre o pássaro azul

O pássaro azul é que é feliz.

✑ Observador de vidas

Olá.
Sei que não sabes quem sou, mas estou aqui.
Ando te observando a distância, passo por ti na rua,
Te vejo com seus amigos, pareces bem feliz.

✑ Alienado

Vivo num mundo onde as pessoas simplesmente seguem.
Tento falar alguma coisa,
Mas parece que digo numa língua diferente,
e eles não me entendem,
ou será que sou eu que não os entendo?

✑ Hoje não vi nada

Hoje não vi nada
Se os pássaros cantaram,
se tava quente ou frio,
tanto faz!
Acabei me esquecendo
Acabei me perdendo
dentro de mim,
em mais um daqueles momentos
ilúcidos

✑ Falta-te atitude

Queria entender os mistérios
do teu corpo
Pois quero beijar-te
e não sei se é agora
Se me dizes sim,
ou simplesmente está sendo educada

✑ O bobo

Eu vou lá
pra ver a dona de mim
A cada passo,
uma canção se faz no pensamento
É felicidade de certo!

✑ Deveria ter dito

Até queria parar de pensar e escrever sobre ti.
Porém não mando no querer.
Na verdade, é ele que me controla

✑ Anseio

Fico indagando-me
nesse quarto
Quando essas rimas
sairão do papel
e irão te alcançar?

✑ Amor a deriva

Fui la!
Tomei fôlego,
disse-lhe: EU TE AMO

✑ O que vai fazer?

Nesta noite
Fiquei a olhar as estrelas
E me perguntei...
Se pensas em mim
da mesma forma
com que penso em ti?

✑ Incêndio

Quando senti cheiro de palavras queimadas,
julguei que alguém ficara mudo.

Procurei entre as cinzas uma ou outra letra;
quem sabe uma sílaba que fosse.
Nada. Apenas cascas de frases carbonizadas.

✑ Vestir-me de poesia

Vestir-me de poesia. Sim, vestir-me de poesia.
Trajar versos de bom corte,
de sorte que não apresentem torpeza
(em que pese o peso da palavra).
Versos sem tristeza, bem costurados,
alinhavados com fortes linhas que nem o tempo
ou qualquer contratempo possa desmanchar.

✑ Enfermo

É tão triste estar só,
É tão triste estar triste,
Oh solidão, porque me torturas?
Simplesmente sinto tanto por estar enfermo.

✑ Parabéns, amor!

Parabéns meu amor
por ser tudo o que eu queria
e por continuar sendo o que quero!

Saiba que és minha alegria!
Um presento mero!

✑ Vila dos Sentimentos

A Inveja é prima da Ganância,
Que uma vez desejou o Rancor,
E casou-se com Nojo.

Logo, tiveram um filho, a Raiva
Ela cresceu sem limites,
Brincava com o Desprezo e a Inveja.
E a cada dia cresciam mais e mais.

✑ Quisera

Quisera eu ter um coração puro,
Me doar para a futura amada,
Que pouco lhe agrada o elogio alheio,
E meu ouro vira prata, com tamanho desdém.

✑ Dez Minutos

Dez minutos
é pouco para quem ama
é muito para quem sofre
bastante para amar e sofrer.

✑ Amargura

Não sei o que faço
Queria esquecer-te por hora,
Mas acabo voltando a ti
Maldita!

✑ Linda

Como és linda!
Tudo em ti me fascina. 
Se fosse rio, me afogava. 
Fogo? Restaria-me as cinzas somente. 
Perco-me nos contornos do teu corpo.
Desvairado, sou levado pela vilanidade voraz
do pensamento de ter nosso corpos entrelaçados,
confirmando o que a alma já sabe.

✑ Se...

Se soubesse que iria partir
na calada da noite,
Cuidaria de guardar
Meu peito agora escasso

✑ Amor e cores

Amor em cores?
Se existe o tal, desconheço agora,
pois desde que te perdi
ando vendo em tons de cinza.

✑ Todos loucos

Somos errantes,
Somos vagantes
alienados a margem
da razão

✑ Eterno

Então...

É este aquele momento
de te olhar nos olhos,
e não ver nada além
do meu próprio reflexo

✑ Prefiro solidão

Não é que eu prefira a solidão, na verdade, são raros os momentos que a desfruto. No entanto, a busco e não vou negar.
Quem sabe seja meu lado egoísta querendo ficar em paz, livre com meus pensamentos e questiona-los, pois não há um dia sequer que não duvide daquilo que sou, ou acredito.

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