✑ Infância

E hoje com 25 anos
sinto saudades dos tempos de minha infância
onde o tempo era esquecido
e as brincadeiras eram inocentes.

Nós brincávamos de esconde-esconde,
tô-no-poço e polícia-e-ladrão...
Brincávamos de pega-pega
casinha, cuscuz e garrafão...

Haviam vários tipos de brinquedos
Pipa, peteca e balão.
Eu me divertia brincando o dia inteiro
com ximbra e peão.

As ruas eram movimentadas
crianças por todo o lado
o céu era colorido
por lindas pipas.

As ruas eram bem mais divertidas
as pessoas bem mais tranquilas
crianças eram crianças
e adultos eram adultos.

Hoje, entristeço-me com a solidão
que as ruas hoje são
não há crianças brincando
só há barulho de televisão...

A inocência foi perdida
agora não sabemos separar
os assuntos de adultos
e as canções de ninar.

A violência hoje impera
e grande parte é praticada por crianças
meu país está em guerra
e não há mais esperanças.

A mudança é inesperada
e quase inalcançável
quando a inocência é roubada
o mal torna-se implacável.

As crianças de hoje são automáticas
parecem robôs de um futuro metálico.
Onde não haverão cores nos brinquedos
nem barquinhos de plásticos.

O que direi para os meus netos?
Que legado deixarei para eles?

O que será do nosso país
que briga por divisão de terra
enquanto a infância é dividida
em vários tipos de guerras?

A educação está  à beira do fracasso
a ordem pública totalmente ameaçada
Se continuar deste jeito
as nossas crianças de hoje serão lendas,
mitos e histórias que nos livros serão contadas.

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✎ Autor: Gustavo Valério

Gustavo Valério Técnico em Informática e eletrônica

aficionado por literatura e tecnologia
e aprendiz de poeta nas horas vagas.
Acredita que a poesia é fundamental para todos.

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