✑ Fumaças de Solidão

Essas fumaças de solidão
que teimam em me cercear
fazendo-me, pouco a pouco, sem razão
e fraco para continuar

essa batalha quase perdida
de timidamente ser seu...
Ah, fumaças solitárias da vida
quando poderei ser eu?

E quem sabe, o tempo
sopre, aquele suave vento
e afastem-nas de mim...

E, nesse momento
eu, em encantamento
descubra, no fim...

Que tudo, na vida, é aprendizado
quer seja aceito ou rejeitado
e que teremos de conviver assim.

É triste e lamentável
que esse "eu" insaciável
prefira essas fumaças...

Não que eu não seja solitário
mas aceitar esse salário
apenas me traz desgraça.

Ah, solidão que me causa transtorno
vai-te embora, sem retorno
e deixe-me só comigo...
Quem sabe assim eu perceba
que, o que quer que a vida ceda
serei sempre, meu inimigo.

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✎ Autor: Gustavo Valério

Gustavo Valério Técnico em Informática e eletrônica

aficionado por literatura e tecnologia
e aprendiz de poeta nas horas vagas.
Acredita que a poesia é fundamental para todos.

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